Já que estamos em tempos de referendo, vamos fazê-lo para coisas que realmente importam:
- Proibir a Sheila Caravalho de posar nua. Gente, eu não aguento mais ver aquela mulher pelada. Vistam-na, por favor. Já perdeu a graça.
- Pena de morte para os políticos que não cumprem promessas de campanha eleitoral. Dispensa comentários.
- A organização de um pacote de viagem para os paraísos fiscais.
- Caixa dois ser considerado crime inafiançável.
- Multa altíssima para a veiculação de comerciais de supermercados com musiquinhas irritantes e pessoas sorridentes empurrando carrinhos.
- A liberdade de Maluf e seu filho.
- Prisão perpétua para os criadores daqueles efeitos breguérrimos em clipes de 15 anos, novelas e filmes.
- Montinho no Dirceu. Ele tá merecendo.
- O bloqueio dos telefones dos operadores de telemarketing.
E assim por diante.
Com tantos assuntos interessantíssimos, o governo propõe votar desarmamento! Ora bolas...
sábado, outubro 22, 2005
terça-feira, outubro 18, 2005
Van
Dez reais na mão, uma matéria para entregar valendo cinco pontos, atrasada há uma hora, andando de van, descabelada, espremida entre um sujeito mal-vestido que dirigia com dificuldade por ter uns 7 graus de miopia e um jovem candidato à novo MC Serginho e ela só pensava que poderia morrer. Não ali, mas em qualquer lugar, a qualquer momento. A angústia é imobilizadora. Por alguns segundos se esqueceu que existia faculdade, família, trânsito, dinheiro, céu, terra e fixou o pensamento em um amor, ou melhor, no Amor. Este que ela ainda não tinha vivido. Não plenamente. Não de uma maneira que a satisfizesse. Este que transpõe qualquer barreira, diferença ou defeito e sem o qual ela não poderia partir. Daí veio a tranqüilidade: não estaria tão próxima sua morte. Ainda tinha que encontrar esse Amor (se já não o tivesse feito) e ter muito tempo para vivenciá-lo. Ela ganhou 4,5 no trabalho.
quinta-feira, outubro 13, 2005
Porque eu amo o Lulu
- “Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder, deixa assim ficar subentendido.”
Subentendido - o que está na mente e não foi expresso. Não foi expresso por um só motivo: medo. Um pouco de timidez também, mas o medo preponderava. Ela até tentava de uma maneira ou outra expressar que gostava dele. Lá nas entrelinhas, de uma maneira bem discreta, só respondendo, monossilábica, quase sussurrando, tentando não deixar nada explícito...esperando, quem sabe, que ele não percebesse. Só que ela tinha medo dela mesma perceber. Tinha medo de gostar DE VERDADE. De dar a cara à tapa, mesmo sabendo que é necessário. Medo de sofrer. Medo não-sei-de-quê. Talvez essas sejam só desculpas e o medo tenha sido infundado. Mas a nossa menina sempre foi assim bem precavida em assuntos amorosos. Ao se atirar num precipício ela precisa ter certeza que tem alguém lá embaixo pra lhe segurar. É fraqueza, covardia. Mas ela é assim.
- “Ele demonstrou tanto prazer em estar em minha companhia que eu experimentei uma sensação que até então não conhecia: de se querer bem, de se querer quem se tem. E ele me faz tão bem, que eu também quero fazer isso por ele.”
Pensou que tinham tantas coisas em comum e que a vida já tinha se encarregado de apresentá-los. Pensou no quanto ele a fazia feliz, no quanto riram naquela vez e quantas outras risadas ainda esperavam por eles. Pensou na sorte que tinha de tê-lo ao seu lado. Pensou que nem todos são iguais. Pensou que enfim se sentia completa ao estar com alguém. Pensou sinceramente que com ele valia a pena se arriscar.
- “Não queria que você me visse tão fraco, mas na verdade eu não quero lhe enganar.”
Ela pensou demais. Os pensamentos se perderam e de repente o que era brincadeira virou sério e o que era sério virou brincadeira. Por um triz ela não jogou tudo pro alto. Por um instante os conceitos de certo e errado se confundiram. E por uma sensatez insistente ela não cometeu um erro. “O erro do ano” - classificaria. Depois ela percebeu que toda a confusão tinha se travado por um motivo de defesa e que o medo voltara a assombrá-la. Sim, nossa menina também tem recaídas.
- “É melhor não resistir, e se entregar.”
Resolveu seguir os conselhos do Lulu dessa vez. Deu certo.
Subentendido - o que está na mente e não foi expresso. Não foi expresso por um só motivo: medo. Um pouco de timidez também, mas o medo preponderava. Ela até tentava de uma maneira ou outra expressar que gostava dele. Lá nas entrelinhas, de uma maneira bem discreta, só respondendo, monossilábica, quase sussurrando, tentando não deixar nada explícito...esperando, quem sabe, que ele não percebesse. Só que ela tinha medo dela mesma perceber. Tinha medo de gostar DE VERDADE. De dar a cara à tapa, mesmo sabendo que é necessário. Medo de sofrer. Medo não-sei-de-quê. Talvez essas sejam só desculpas e o medo tenha sido infundado. Mas a nossa menina sempre foi assim bem precavida em assuntos amorosos. Ao se atirar num precipício ela precisa ter certeza que tem alguém lá embaixo pra lhe segurar. É fraqueza, covardia. Mas ela é assim.
- “Ele demonstrou tanto prazer em estar em minha companhia que eu experimentei uma sensação que até então não conhecia: de se querer bem, de se querer quem se tem. E ele me faz tão bem, que eu também quero fazer isso por ele.”
Pensou que tinham tantas coisas em comum e que a vida já tinha se encarregado de apresentá-los. Pensou no quanto ele a fazia feliz, no quanto riram naquela vez e quantas outras risadas ainda esperavam por eles. Pensou na sorte que tinha de tê-lo ao seu lado. Pensou que nem todos são iguais. Pensou que enfim se sentia completa ao estar com alguém. Pensou sinceramente que com ele valia a pena se arriscar.
- “Não queria que você me visse tão fraco, mas na verdade eu não quero lhe enganar.”
Ela pensou demais. Os pensamentos se perderam e de repente o que era brincadeira virou sério e o que era sério virou brincadeira. Por um triz ela não jogou tudo pro alto. Por um instante os conceitos de certo e errado se confundiram. E por uma sensatez insistente ela não cometeu um erro. “O erro do ano” - classificaria. Depois ela percebeu que toda a confusão tinha se travado por um motivo de defesa e que o medo voltara a assombrá-la. Sim, nossa menina também tem recaídas.
- “É melhor não resistir, e se entregar.”
Resolveu seguir os conselhos do Lulu dessa vez. Deu certo.
Assinar:
Postagens (Atom)