Às vezes damos sorte. Encontramos O cara. Aquele lindo, simpático, sincero, compreensivo, carinhoso. Aquele que nos apóia, nos ouve, nos faz rir, nos traz de volta à realidade e ao mesmo tempo nos faz sonhar acordada. Sim...ele existe. Mas ele é raro. Ele pode gostar de música, de dança, de literatura, de futebol. Ele pode ser moreno. Pode ter espinhas. Pode ter olhos verdes. Pode ter 1,80m. Ele pode ter uns quilinhos a mais. Ele pode ser roqueiro, atleticano, advogado. Ou não. Ele saber dançar forró. Pode gostar de Los Hermanos. Pode ter rinite. Pode ser católico. Pode ser orgulhoso. Pode saber nadar. Ou não. Pode ter uma casa em Minas. Pode querer ter seis filhos. Pode ser organizado. Pode ser extremamente ciumento. Ele pode gostar de animais. Ele pode ser geminiano. Pode ter uma família enorme. Pode ter um sorriso perfeito. Pode saber tocar violão. Ou não. Talvez você nunca o conheça. Talvez ele tenha estado sempre ao seu lado. Mas se você der a sorte de encontrá-lo, não perca tempo. E principalmente...não o perca!
sexta-feira, julho 21, 2006
Rimas pobres

Se o amor me faltar, que venham os amigos
Na dúvida rio e compartilho:
Talvez o coração partido
O desejo reprimido
O choro sentido
Compartilho.
O amor não correspondido
As doses de comprimido
O pecado cometido.
Compartilho porque quando a dor de um amor
(apesar de não ser de mais ninguém)
É vivida solitariamente,
Parece multiplicar-se.
E por mais lindo que seja o amor,
Ninguém quer sofrer eternamente.
Que bom se o amor durar para sempre!
Mas se ele for acometido novamente...
Compartilho.
Na dúvida rio e compartilho:
Talvez o coração partido
O desejo reprimido
O choro sentido
Compartilho.
O amor não correspondido
As doses de comprimido
O pecado cometido.
Compartilho porque quando a dor de um amor
(apesar de não ser de mais ninguém)
É vivida solitariamente,
Parece multiplicar-se.
E por mais lindo que seja o amor,
Ninguém quer sofrer eternamente.
Que bom se o amor durar para sempre!
Mas se ele for acometido novamente...
Compartilho.
terça-feira, julho 18, 2006
It’s a deal!
Então fica combinado assim: eu te esqueço e você me esquece. A gente já se amou mais do que deveria, já perdeu a noção de tempo, espaço, lugar e moral. E tudo mais que possa acontecer só irá nos magoar. Já você...agüente um pouco mais, meu bem, porque ainda há muito o que se amar e, se assim for, ainda viveremos um bom tempo juntos. E quanto a você, que me quer desde o início e a quem eu também quero, me espere que eu chego. Vou amar outros e sentir sua falta sem saber o motivo, assim como você. Vou dizer sempre que está tudo bem, por pior que seja a dor. Vou procurar ficar ao seu lado mesmo sabendo que de nada adianta. E se não for pra ser, vou tentar te esquecer talvez sem nunca ter te amado de verdade. E então nos tornamos apenas cúmplices e deixamos o amor para outros. Todo combinado pode ser quebrado.
Tudo de bom acontece em Elizabethtown

Adoro filmezinhos água–com-açúcar. Confesso. Eu me delicio com aqueles bem bobos, metidos a comédia, com um final feliz e romântico, que são dignos de, no máximo, uma Sessão da Tarde. Como perder um homem em 10 dias, 10 coisas que eu odeio em você, O diário de Brigitte Jones, Uma linda mulher - desse sei até uns diálogos. E paremos por aqui porque a lista é extensa. Adoro filmes-cabeça e afins, mas de tempos em tempos (o intervalo entre os "tempos" é bem curto pra ser sincera) preciso de um chocolate audiovisual para aumentar a glicose do meu cérebro. Nada como ver um filmeco desses para relaxar: você não pensa, só sente e ri.
Mas Tudo acontece em Elizabethtown, de Cameron Crowe (o mesmo diretor de Quase Famosos e Vanilla Sky) é tão envolvente que não merece entrar nessa categoria. Ele não se atém aos encontros e desencontros amorosos, nem aos dramas familiares e muito menos ao humor morno de uma comédia romântica. Ele escapa à rotulação e ao padrão. Todas as cenas parecem estar mergulhadas na extensa trilha sonora, fluindo com muita naturalidade. Não há nada que pese nem que choque, não há nenhuma situação vivida pelos personagens, por mais negativa que seja, que estrague a aura cor-de-rosa do filme. E o diferencial é que esse clima, nada enjoativo, não é fruto do caso amoroso de Drew (o lindo Orlando Bloom) e Claire (a fofa Kirsten Dunst), mas de todas as relações afetivas em geral.
Chega a ser curioso, mas nenhum dos personagens faz o papel de “vilão”, todos são muito carismáticos. Orlando Bloom, como protagonista, finalmente vive um homem normal (bem diferente dos que fez em Piratas do Caribe e Senhor dos Anéis) e não decepciona nada. Crowe escreveu o roteiro do filme tendo Bloom em mente para o papel no qual o ator se encaixou perfeitamente. A experiente e maravilhosa Susan Sarandon, que vive Hollie, Mãe de Drew, dá um show à parte no enterro do marido, no qual ela dança ao som de “Moon River”. A loirinha Kirsten Dunst, ex do Homem-aranha, encanta com seu jeito doce e descontraído. Ela é a responsável por surpresas e ótimas tiradas.
Poucos filmes mexem com as emoções assim tão sutilmente...Tudo acontece em Elizabethtown é bom para ser visto e melhor ainda para ser escutado. É para anotar as falas, guardar sua trilha sonora para sempre, dar algumas risadas, deixar rolar as lágrimas, suspirar, sem culpa, nas cenas românticas e roubar o suave sorriso que Bloom mantém o filme todo. Tudo isso para tentar prolongar o clima gostoso e o efeito anestesiante. Em uma palavra: leve.
segunda-feira, julho 17, 2006
Fórmula do amor
É incrível como hoje em dia tudo é matematizado, calculado, numerado, simplificado, reduzido à frações, fórmulas, equações, etc – inclusive as coisas mais subjetivas. E numa dessas Umberto Eco dá a fórmula para escrever um romance: primeiro é preciso criar a ambientação, todo o mundo com paisagens definidas de acordo com a época da estória, depois se pensa nos personagens e nas suas características físicas e psicológicas. E a partir daí, as palavras surgem. S u r g e m ! Simples, não? Umberto, querido, só se for pra você. Porque nós, na condição de pobres mortais, precisamos de um pouquinho mais (só um pouquinho) para escrever qualquer estorinha que seja, quis sá um romance. Aqui as palavras somem. S o m e m ! Esses intelectuais humilham a minha inteligência...
quarta-feira, maio 17, 2006
Brainstorm
Superlotação da mente. Felicidade aguda. Vontade de viver intensamente. 6 da manhã. Andar sob o sol. Ler. Ler. Ler. Tudo às mil maravilhas! Mas que preguiça de abrir a boca pra falar, de sentar pra escrever, de parar pra pensar. Tanta coisa acontece e tão pouco fica registrado. Que dor de algo ainda desconhecido estar se perdendo como conseqüência. Memória, sentimento, seja o que for. A estabilidade pela primeira vez é real e gostosa. Os pensamentos são como sempre confusos, mas dessa vez mais satisfeitos, menos contestadores e inconformados com a realidade. Claro que ainda há muito com o que se revoltar. E não é uma questão de vestir os óculos cor-de-rosa e fingir que nada de ruim acontece. Só que é mais fácil encarar as coisas quando o coração está tranqüilo e a mente educada. Educada a não distorcer tudo, a não elaborar problemas, porque, como diz uma frase de autor desconhecido, “você não precisa inventar problemas, os reais vão aparecer logo”. Ok, talvez não seja BEM essa a frase, mas é por aí.
Se eu fosse dar alguns conselhos para mim mesma, diria para eu não procurar sarna pra me coçar, não me preocupar tanto com o futuro, para eu parar de achar que tudo funciona segundo a lei de “ação e reação”, para eu curtir mais, rezar mais, ler mais, estudar mais, escrever mais, fazer mais esportes, pegar mais sol, me arrumar mais, conversar mais, me abrir MUITO mais e parar de viver problemas que não são meus. Me culpar menos, dormir menos, perder menos tempo fazendo coisas que não me acrescentam nada e, quando preciso for, saber dizer não às pessoas – senão elas abusam. Se eu fosse dar alguns conselhos para os outros, diria para pararem de uma vez por todas de exagerar, de generalizar, de fazer tempestade em copo d’água, de sofrer tanto por tão pouco, para passarem a perdoar e, principalmente, a se perdoar, se permitir errar, afinal, ninguém é perfeito e nenhum erro é tão grande assim que não possa ser superado.
Mas eu entendo que não dê para seguir todos esses conselhos, até porque eu não me ouço e, na verdade, os outro também não me ouvem tanto. Fora isso, tem horas em que dá mesmo aquele mal-estar, aquela vontade de dramatizar, de questionar tudo e de se sentir um estranho no ninho, no mundo, na sua própria pele. É como Lulu diz, "sei lá...tem dias que a gente olha pra si e pergunta se é mesmo isso aí que a gente achou que ia ser quando a gente crescer". Talvez a resposta seja uma decepção consigo mesmo, mas talvez seja algo que fugia de nossos planos e que de alguma forma nos tornou melhores. Nem sempre o que queremos e julgamos ser o melhor é de o que nos vai trazer felicidade. Essa é uma verdade conhecida por todos, mas que precisa ser lembrada e internalizada. É impressionante como o melhor conselho para a maioria das nossas crises acaba sendo esse tipo de preceito.
O porquê dessa tempestade de idéias, palavras e sensações? É a falta de algo que talvez eu nunca tive. Quando a gente sente falta de algo que não sabe o que é, sai falando sobre tudo, quem sabe isso facilite a busca. Talvez seja só a privação de algo que eu sempre pude usufruir. Talvez falte persistência. Talvez falte essa visão de mundo que aos poucos está se aprimorando. Talvez falte um tipo de liberdade que me é necessário para ser feliz. Porque não preciso de todos os tipos, mas alguns são quase vitais, como a liberdade de expressão – no seu sentido mais amplo. E há várias formas sutis de reprimi-la. Essas formas são as mais perigosas nos colocando em uma situação embaraçosa ao termos que reivindicar nossos direitos com igual sutileza. Na marra é mais fácil. Perigosas também porque nos deixam com um nó na garganta e nos fazem até duvidar se não somos nós mesmo que não estamos nos permitindo falar tudo o que queríamos (algumas pessoas tem o poder de fazer isso aos outros, até mesmo sem saber). Talvez falte iniciativa. Não falta segurança nem confiança. Juro que não falta amor. Talvez falte vontade ou força de. Falta levar mais a sério e com mais leveza. Falta fé.
Subjetivo demais - era o que eu precisava.
Se eu fosse dar alguns conselhos para mim mesma, diria para eu não procurar sarna pra me coçar, não me preocupar tanto com o futuro, para eu parar de achar que tudo funciona segundo a lei de “ação e reação”, para eu curtir mais, rezar mais, ler mais, estudar mais, escrever mais, fazer mais esportes, pegar mais sol, me arrumar mais, conversar mais, me abrir MUITO mais e parar de viver problemas que não são meus. Me culpar menos, dormir menos, perder menos tempo fazendo coisas que não me acrescentam nada e, quando preciso for, saber dizer não às pessoas – senão elas abusam. Se eu fosse dar alguns conselhos para os outros, diria para pararem de uma vez por todas de exagerar, de generalizar, de fazer tempestade em copo d’água, de sofrer tanto por tão pouco, para passarem a perdoar e, principalmente, a se perdoar, se permitir errar, afinal, ninguém é perfeito e nenhum erro é tão grande assim que não possa ser superado.
Mas eu entendo que não dê para seguir todos esses conselhos, até porque eu não me ouço e, na verdade, os outro também não me ouvem tanto. Fora isso, tem horas em que dá mesmo aquele mal-estar, aquela vontade de dramatizar, de questionar tudo e de se sentir um estranho no ninho, no mundo, na sua própria pele. É como Lulu diz, "sei lá...tem dias que a gente olha pra si e pergunta se é mesmo isso aí que a gente achou que ia ser quando a gente crescer". Talvez a resposta seja uma decepção consigo mesmo, mas talvez seja algo que fugia de nossos planos e que de alguma forma nos tornou melhores. Nem sempre o que queremos e julgamos ser o melhor é de o que nos vai trazer felicidade. Essa é uma verdade conhecida por todos, mas que precisa ser lembrada e internalizada. É impressionante como o melhor conselho para a maioria das nossas crises acaba sendo esse tipo de preceito.
O porquê dessa tempestade de idéias, palavras e sensações? É a falta de algo que talvez eu nunca tive. Quando a gente sente falta de algo que não sabe o que é, sai falando sobre tudo, quem sabe isso facilite a busca. Talvez seja só a privação de algo que eu sempre pude usufruir. Talvez falte persistência. Talvez falte essa visão de mundo que aos poucos está se aprimorando. Talvez falte um tipo de liberdade que me é necessário para ser feliz. Porque não preciso de todos os tipos, mas alguns são quase vitais, como a liberdade de expressão – no seu sentido mais amplo. E há várias formas sutis de reprimi-la. Essas formas são as mais perigosas nos colocando em uma situação embaraçosa ao termos que reivindicar nossos direitos com igual sutileza. Na marra é mais fácil. Perigosas também porque nos deixam com um nó na garganta e nos fazem até duvidar se não somos nós mesmo que não estamos nos permitindo falar tudo o que queríamos (algumas pessoas tem o poder de fazer isso aos outros, até mesmo sem saber). Talvez falte iniciativa. Não falta segurança nem confiança. Juro que não falta amor. Talvez falte vontade ou força de. Falta levar mais a sério e com mais leveza. Falta fé.
Subjetivo demais - era o que eu precisava.
terça-feira, maio 09, 2006
"..."
“Sentia desejos irreprimíveis de se soltar e de se permitir afinal um instante de rebeldia, o instante tantas vezes desejado e tantas vezes adiado, para cortar a resignação pela raiz e cagar de uma vez para tudo e tirar do coração os infinitos montes de palavrões que tivera que engolir durante um século inteiro de conformismo.
-Porra! – gritou.
Amaranta, que começava a colocar a roupa no baú, pensou que ela tinha sido picada por um escorpião.
- Onde está? – perguntou Amaranta
- O quê?
- O animal – esclareceu Amaranta.
Úrsula pôs o dedo no coração.
- Aqui – disse.”
Trecho de Cem anos de Solidão, Gabriel García Perfeito Márquez.
-Porra! – gritou.
Amaranta, que começava a colocar a roupa no baú, pensou que ela tinha sido picada por um escorpião.
- Onde está? – perguntou Amaranta
- O quê?
- O animal – esclareceu Amaranta.
Úrsula pôs o dedo no coração.
- Aqui – disse.”
Trecho de Cem anos de Solidão, Gabriel García Perfeito Márquez.
terça-feira, abril 18, 2006
Um conflito, um nó...
Detesto pensamentos negativos. E detesto mais ainda quando eles me ganham, me dominam, me convencem de que eles é que estão certos e não o meu otimismo, ilusão, sonho. Detesto ficar eternamente em dúvida. A escolha pode ser errada, o que estou tentando entender pode não ser explicável, esse lugar pode não ser meu. E isso tudo parece estar além da minha capacidade de abstração. Sei que temos que ligar o botãozinho do "foda-se" às vezes, mas o meu deve estar emperrado. Que vontade de ANDAR pra toda e qualquer coisa que me irrite ou magoe. Por que eu não tenho uma "lixeira" pra onde eu possa mandar os arquivos com vírus que estão me danificando?
Esse tempinho xumbrega também não ajuda...
Esse tempinho xumbrega também não ajuda...
quinta-feira, abril 13, 2006
United Colors of Toscani

“Todo paraíso tem serpentes.
Menos o da Propaganda.
Ora.
Não são todas as manhãs alpinas?
Não são todas as cozinhas, sem exceção, brancas; lindas; modernas e com alva fumacinha saindo dos bicos das alvas chaleiras postas sobre alvos fogões maravilhosos?
E todas as mesas? Não são elas (super coloridamente) arrumadas, com frutas; sucos; cereais e laticínios (milimétricamente) compostos diante de famílias lindas, pais e mães morenos com casais de filhos (surpreendentemente) louros que - em se tratando de crianças - possuem inauditas disciplina; apetite e alegria matinal?
E os ambientes de trabalho? Não são eles sempre amigáveis e eficientes?”
Trecho do livro 'A Publicidade é um cadáver que nos sorri', de Oliviero Toscani.
Toscani é aquele fotógrafo italiano que produziu as antigas e polêmicas (e lindas!) campanhas da Benetton. Campanhas que não tinham muito a ver com a venda de roupas, não tinham slogan nem produto, mas apenas o famoso United Colors of Benetton - já que o coroa estava mais preocupado em promover a conscientização social do que propriamente a marca. Toscani costumava dizer: "eu tiro fotografias, não vendo roupa". Em vez de apresentar uma realidade fictícia e atraente, através da qual o consumidor fosse seduzido a comprar os produtos anunciados para poder fazer parte desse mundo ideal, ele preferiu transmitir uma realidade atual e verdadeira para gerar a discussão de temas pouco usuais na publicidade, próprios de outros canais. A sua mensagem é simples: transformar a publicidade em veículo de conscientização e não de alienação.
O cara é um gênio, foi extremamente ousado ao fugir do padrão da publicidade atual, tem fotos belíssimas, ricas na sua mensagem e na imagem em si e faz o maior sucesso. Contudo, há alguns anos atrás ele foi entrevistado no programa Roda Viva, da TV Cultura, e quase levou ao enfarto um dos decanos da publicidade brasileira ao acusá-lo de imbecilidade . A verdade seja dita: o italiano é arrogante, pretensioso, sarcástico, irritante. Em seu livro ele despejou suas críticas sem pudor algum – um verdadeiro desabafo. Esculachou a publicidade, cagou solenemente para as críticas e, obviamente, tratou de se enaltecer. Ele é aquele tipo de pessoa que desperta amor ou ódio nos outros, sem meio-termo. Pode ser magnífico por seu talento ou estúpido por suas grosserias. Na minha opinião, ele é os dois. E estou mais para o lado do amor, pois quanto à sua impertinência e agressividade: ele tenha lá sua razão para tal e os publicitários ‘convencionais’ também não são nada cordiais com ele. Ele pode (?). A arrogância de Toscani incomoda sim, mas essa falsa perfeição da publicidade incomoda muito mais.
E eu? Surtei e resolvi escrever sobre Toscani? Não...isso foi fruto de um papo entre futuras publicitárias – será?!
Falando em publicidade...
"Ontem vi um outdoor da Runner, com a foto de uma moça escultural de biquíni e a frase:
Neste verão, qual você quer ser? Sereia ou Baleia?
Respondo. Baleias sempre estão cercadas de amigos; têm vida sexual ativa, engravidam e têm filhotinhos fofos. Baleias amamentam. Baleias nadam por aí, cortando os mares e conhecendo lugares legais como banquisas de gelo e recifes de coral. Baleias têm amigos golfinhos; comem camarão à beça; esguicham água e brincam muito. E cantam bem (têm até CDs gravados!). Baleias são enormes e quase não têm predadores naturais; são bem resolvidas, lindas e amadas, enquanto as sereias... ah, as sereias... Sereias não existem. E se existissem viveriam em crise existencial ('peixe ou ser humano?') Sereias não têm filhos, pois matam os homens que por elas se deixam encantar. São lindas, mas tristes. E sempre solitárias. Runner querida... prefiro ser baleia!"
(texto anônimo, atualmente circulando por aí)
terça-feira, março 21, 2006
Deve ser da vida acostumar
Mas durante quatro anos ele lhe reiterou o seu amor, e ela encontrou sempre a maneira de recusá-lo sem feri-lo, porque, embora não conseguisse amá-lo, já não podia viver sem ele.
Gabriel García Márquez
I'm sure I won't being rude
But it's just your attitude
It's tearing me apart
It's ruining everything
Do you have to let it linger?
The Cranberries
E eles quedam mordidos para sempre
deixaram de existir, mas o existido
continua a doer eternamente
Carlos Drummond de Andrade
E (eu?) tenho dito.
Gabriel García Márquez
I'm sure I won't being rude
But it's just your attitude
It's tearing me apart
It's ruining everything
Do you have to let it linger?
The Cranberries
E eles quedam mordidos para sempre
deixaram de existir, mas o existido
continua a doer eternamente
Carlos Drummond de Andrade
E (eu?) tenho dito.
quinta-feira, janeiro 12, 2006
Aos Ets
Se vocês procuram algo artificial venham à Terra. Aqui se compram peitos, diplomas e amores. É um espetáculo! Barato não é, mas não se preocupem: temos contrabando, pirataria, comércio informal...tudo quanto é tipo de ilegalidade!
Estão atrás de emoção?! Acharam o lugar certo...aqui aviões invadem prédios, bombas explodem em lugares determinados por homens de terno, guerras são travadas por razoes econômicas, territoriais, religiosas e ideológicas. Tudo é motivo pra guerra. Falam muito em paz também, mas não passa de intriga da oposição. O nosso forte é a violência.
Apreciam uma culinária saudável?! Então vocês tem que conhecer o nosso planeta. Temos hambúrguer, batata-frita, milk-sheik, pipoca, chocolate, coca-cola, pizza. É verdade que são alimentos com alto índice calórico. Mas não se preocupem: caso estejam com uns quilinhos a mais, temos lipo-aspiração e em última instância, a cirurgia de estômago. Na primeira um aspirador suga a sua gordura, te deixando roxo por um bom tempo e na segunda colocam um anel no seu estômago para diminuí-lo. Ambas muito tranqüilas e delicadas.
Sofrem de mau-humor?! Seus problemas acabaram. Chegou o revolucionário pacote risadetion das atrapalhadetions dos politiquetions plus. É realmente divertidíssimo ver o grande teatro que se trava nas relações políticas! P.U.R.A. C.O.M.É.D.I.A. E inteiramente de grátis, sem nenhum custo adicional, você leva o super brinde: uma fita de vídeo com os melhores momentos das CPIs, como, por exemplo, o do querido (e agora caçado!) Dirceu alegando ser “inocêncio”. Além disso, aqui tem uns remedinhos que vão deixar vocês viajaaaaarem e esquecerem de todos os problemas, verdinhos...não é recomendado, mas o povo aqui é meio desobediente.
Cansados da rotina?! Aqui ninguém fica parado! De tempos em tempos, temos furacões e ondas gigantes para animar a galera. Temos todos os tipos de fenômenos. Efeito estufa, aquecimento global, destruição da camada de ozônio, Ronaldinho (apesar de 11 entre 10 mulheres acharem que fenômeno mesmo é o David Beckman), secas, enchentes...e mais alguns a serem descobertos.
Foram assaltados e perderam a passagem de volta?! Temos cambistas, galera....
Estão atrás de emoção?! Acharam o lugar certo...aqui aviões invadem prédios, bombas explodem em lugares determinados por homens de terno, guerras são travadas por razoes econômicas, territoriais, religiosas e ideológicas. Tudo é motivo pra guerra. Falam muito em paz também, mas não passa de intriga da oposição. O nosso forte é a violência.
Apreciam uma culinária saudável?! Então vocês tem que conhecer o nosso planeta. Temos hambúrguer, batata-frita, milk-sheik, pipoca, chocolate, coca-cola, pizza. É verdade que são alimentos com alto índice calórico. Mas não se preocupem: caso estejam com uns quilinhos a mais, temos lipo-aspiração e em última instância, a cirurgia de estômago. Na primeira um aspirador suga a sua gordura, te deixando roxo por um bom tempo e na segunda colocam um anel no seu estômago para diminuí-lo. Ambas muito tranqüilas e delicadas.
Sofrem de mau-humor?! Seus problemas acabaram. Chegou o revolucionário pacote risadetion das atrapalhadetions dos politiquetions plus. É realmente divertidíssimo ver o grande teatro que se trava nas relações políticas! P.U.R.A. C.O.M.É.D.I.A. E inteiramente de grátis, sem nenhum custo adicional, você leva o super brinde: uma fita de vídeo com os melhores momentos das CPIs, como, por exemplo, o do querido (e agora caçado!) Dirceu alegando ser “inocêncio”. Além disso, aqui tem uns remedinhos que vão deixar vocês viajaaaaarem e esquecerem de todos os problemas, verdinhos...não é recomendado, mas o povo aqui é meio desobediente.
Cansados da rotina?! Aqui ninguém fica parado! De tempos em tempos, temos furacões e ondas gigantes para animar a galera. Temos todos os tipos de fenômenos. Efeito estufa, aquecimento global, destruição da camada de ozônio, Ronaldinho (apesar de 11 entre 10 mulheres acharem que fenômeno mesmo é o David Beckman), secas, enchentes...e mais alguns a serem descobertos.
Foram assaltados e perderam a passagem de volta?! Temos cambistas, galera....
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