- “Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder, deixa assim ficar subentendido.”
Subentendido - o que está na mente e não foi expresso. Não foi expresso por um só motivo: medo. Um pouco de timidez também, mas o medo preponderava. Ela até tentava de uma maneira ou outra expressar que gostava dele. Lá nas entrelinhas, de uma maneira bem discreta, só respondendo, monossilábica, quase sussurrando, tentando não deixar nada explícito...esperando, quem sabe, que ele não percebesse. Só que ela tinha medo dela mesma perceber. Tinha medo de gostar DE VERDADE. De dar a cara à tapa, mesmo sabendo que é necessário. Medo de sofrer. Medo não-sei-de-quê. Talvez essas sejam só desculpas e o medo tenha sido infundado. Mas a nossa menina sempre foi assim bem precavida em assuntos amorosos. Ao se atirar num precipício ela precisa ter certeza que tem alguém lá embaixo pra lhe segurar. É fraqueza, covardia. Mas ela é assim.
- “Ele demonstrou tanto prazer em estar em minha companhia que eu experimentei uma sensação que até então não conhecia: de se querer bem, de se querer quem se tem. E ele me faz tão bem, que eu também quero fazer isso por ele.”
Pensou que tinham tantas coisas em comum e que a vida já tinha se encarregado de apresentá-los. Pensou no quanto ele a fazia feliz, no quanto riram naquela vez e quantas outras risadas ainda esperavam por eles. Pensou na sorte que tinha de tê-lo ao seu lado. Pensou que nem todos são iguais. Pensou que enfim se sentia completa ao estar com alguém. Pensou sinceramente que com ele valia a pena se arriscar.
- “Não queria que você me visse tão fraco, mas na verdade eu não quero lhe enganar.”
Ela pensou demais. Os pensamentos se perderam e de repente o que era brincadeira virou sério e o que era sério virou brincadeira. Por um triz ela não jogou tudo pro alto. Por um instante os conceitos de certo e errado se confundiram. E por uma sensatez insistente ela não cometeu um erro. “O erro do ano” - classificaria. Depois ela percebeu que toda a confusão tinha se travado por um motivo de defesa e que o medo voltara a assombrá-la. Sim, nossa menina também tem recaídas.
- “É melhor não resistir, e se entregar.”
Resolveu seguir os conselhos do Lulu dessa vez. Deu certo.
Subentendido - o que está na mente e não foi expresso. Não foi expresso por um só motivo: medo. Um pouco de timidez também, mas o medo preponderava. Ela até tentava de uma maneira ou outra expressar que gostava dele. Lá nas entrelinhas, de uma maneira bem discreta, só respondendo, monossilábica, quase sussurrando, tentando não deixar nada explícito...esperando, quem sabe, que ele não percebesse. Só que ela tinha medo dela mesma perceber. Tinha medo de gostar DE VERDADE. De dar a cara à tapa, mesmo sabendo que é necessário. Medo de sofrer. Medo não-sei-de-quê. Talvez essas sejam só desculpas e o medo tenha sido infundado. Mas a nossa menina sempre foi assim bem precavida em assuntos amorosos. Ao se atirar num precipício ela precisa ter certeza que tem alguém lá embaixo pra lhe segurar. É fraqueza, covardia. Mas ela é assim.
- “Ele demonstrou tanto prazer em estar em minha companhia que eu experimentei uma sensação que até então não conhecia: de se querer bem, de se querer quem se tem. E ele me faz tão bem, que eu também quero fazer isso por ele.”
Pensou que tinham tantas coisas em comum e que a vida já tinha se encarregado de apresentá-los. Pensou no quanto ele a fazia feliz, no quanto riram naquela vez e quantas outras risadas ainda esperavam por eles. Pensou na sorte que tinha de tê-lo ao seu lado. Pensou que nem todos são iguais. Pensou que enfim se sentia completa ao estar com alguém. Pensou sinceramente que com ele valia a pena se arriscar.
- “Não queria que você me visse tão fraco, mas na verdade eu não quero lhe enganar.”
Ela pensou demais. Os pensamentos se perderam e de repente o que era brincadeira virou sério e o que era sério virou brincadeira. Por um triz ela não jogou tudo pro alto. Por um instante os conceitos de certo e errado se confundiram. E por uma sensatez insistente ela não cometeu um erro. “O erro do ano” - classificaria. Depois ela percebeu que toda a confusão tinha se travado por um motivo de defesa e que o medo voltara a assombrá-la. Sim, nossa menina também tem recaídas.
- “É melhor não resistir, e se entregar.”
Resolveu seguir os conselhos do Lulu dessa vez. Deu certo.
2 comentários:
"pra todo mal há cura"...
"me diz o que é o sufoco que eu te mostro alguém afim de te acompanhar"...
"te escolhi e sempre cuidarei de ti e te convido a estar ao meu lado, não te preocupes eu carrego suas culpas..."
acha que isso pode simplificar um pouco o que eu quiz dizer...obrigado por tudo ...e principalmente obrigado Lulu...
alias um belo texto...espressou-se muito bem e conseguiu o que eu adoro em você unir música e a realidade...beijos
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