Tudo que eu queria nesse dia era ser raptada. Ser levada por alguém que estivesse interessado em ouvir todas as minhas histórias. Que esse alguém me levasse pra bem longe, de preferência pra um lugar onde o celular nem pensasse em pegar. Que nesse lugar estivesse chovendo muito, que fizesse frio e não desse nem pra pensar em sair de lá. Que a dispensa estivesse cheia de coisas gostosas como fondue, chocolate, vinho e coca-cola. Que tivéssemos crises de riso, segredos revelados e olhares trocados. Que tirássemos fotos engraçadas e sonhássemos juntos. Que pudéssemos dançar. Dançar muito. Que existisse só nós dois por um dia.
Será que eu to querendo muito?
Que aconteça, então, o milagre da multiplicação de “Rodrigos Santoros” pra eu namorar um deles até lá...
Caso tudo falhe, quero sair com quem prometer não falar sobre amor ou qualquer coisa fofa. Que os casais apaixonados saiam da frente. E tenho dito.
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