terça-feira, julho 19, 2005

À mercê

O ciúme parece que não mais me assola
Encontro-me à mercê da liberdade
Me perdendo no eco de suas palavras
Me alimentando das fantasias que despertas
Transpondo as leis que me mantém incólume
Invocando lembranças férvidas
Buscando a satisfação do que não se atém ao puro prazer

Estando livre de tudo que nos prende
Podemos viver a solidão à dois

Encontro-me, dessa vez, à mercê da sua vontade
Assistindo a sua árdua resistência à entrega
Lutando para que seu desejo não esmoreça
Exalando uma inocente malícia
Guiando-te com o movimento dos meus quadris
Gingado que tanto lhe fascina!

Contudo, a intenção que prepondera sobre mim mantém-se incognoscível.


( Texto velho. Nenhuma relação com as condições atuais de vida da minha pessoa. Como a gente se engana! Mas a intenção continua incognoscível...)

Nenhum comentário: