terça-feira, julho 19, 2005

A pior profissão para o mundo

Falem o que quiserem. Contestem bastante mesmo. Nada me convence que exista profissão mais chata do que a de comentarista esportivo. Não pra ele, mas para nós que temos que ouvir tanta besteira mesclada a uma narração que os nossos próprios olhos já fazem ao cérebro sem precisar de voz alguma. E é essa voz desnecessária que tem a função de preencher qualquer espaço de tempo que ainda não tenha sido ocupado por palavras. Talvez isso justifique as toneladas de baboseira que são despejadas nos nossos ouvidos a cada jogo.

É um mais irritante que o outro. O Galvão já levou o troféu de pé-no-saco-que-se-acha-e-não-aceita-opiniões-diferentes-das-dele oficial da seleção brasileira. u a u . Mas irei me dedicar à minha mais recente descoberta: o comentarista dos jogos de vôlei feminino no Gand Prix. Ele é um dos principais concorrentes ao prêmio anual de desajeitado-mor-que-confunde-a-líbero-com-a-ponteira-e-não-sabe-dizer-qual-time-fez-o ponto-nem-porque. E olha que esse prêmio é bem disputado! O que o salvou um pouco foi a presença da Virna, que apesar de sua mania de usar diminutivos com aquelas mulheres de 1,80 (Sheilinha, Fabizinha, Paulinha, Renatinha) e seus incontáveis erros de concordância verbal, entende de vôlei. Ela sabe identificar as jogadoras, faz comentários tecnicamente corretos, usa os termos apropriados. Ufa! Se não fosse sua ilustre participação teríamos que nos contentar em ouvir 10 vezes em cada jogo que a Renata é a jogadora de maior impulsão, e que seu salto chega a 3,05 metros, mas que todas tem muita garra como por exemplo a Jaqueline que sofreu uma contusão e ficou parada por quase dois anos e que apesar do time estar desfalcado porque a Mari operou o ombro e está se recuperando, o Brasil também é o país do voleibol! Coitado, ele tem boa vontade.Tô com essa mania de ter pena das pessoas agora. Não consigo fazer uma crítica sem amenizar a situação do ser que foi posto na berlinda. Mas já estou divagando. O fato é que esse homem (é isso mesmo, nem procurei saber o nome do infeliz), sendo bom ou não, tem a profissão mais odiada pela minha pessoa.

Falem dos violeiros, alpinistas, apresentadores de televisão e de outras figuras pentelhas que estão espalhadas pelo Brasil. Nada se compara ao Comentarista Esportivo Chatonildo da Silva.


A propósito....É PENTA!!!!

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